segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

SEM EIRA NEM BEIRA

 SEM EIRA NEM BEIRA

33 No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor; e foi expulso de entre os homens e passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves.

Livro do Profeta Daniel, cap. 4:33.





Rei Nabucodonosor.




Obra de William Blake (1757 – 1827).

Poeta e pintor britânico.


É suicídio

Levantar o vidro do carro

E olhar com escárnio

Para os necessitados;

Os pobres coitados

Sem eira nem beira,

Porque a tarefa primeira

De quem geralmente tem

É aumentar o seu vintém

E olhar com desdém

Para os que estão

À margem do seu caminho;

Mas Santo Agostinho

Diz claramente:

“Que o supérfluo dos ricos

É propriedade dos pobres”.


“E há uma Careta de Ódio
E há uma Careta de Desdém
E há uma Careta de Caretas
Que te esforças em vão pra esquecê-la bem.”

William Blake (1757 – 1827).


Ninguém pode ser esnobe

Porque também é pobre,

Pois o bem que pensa ter

Não atravessa a fronteira

Da Pátria Verdadeira.


“A águia nunca perde tanto tempo como quando se submete a aprender com o corvo.

William Blake (1757 – 1827).


Caso não tenha ajudado alguém

Será como um João Ninguém:

Nu, faminto e sem lar,

Pois do lado de lá

O Dinheiro não circula.


“Mostro a todos vós o mundo pleno de vida, onde toda partícula de pó exala o alento de sua alegria.

William Blake (1757 – 1827).


Ficará qual Nabucodonosor

Comendo erva do campo

Sem encontrar um canto

Onde reclinar a cabeça,

Porque fez desfeita

Dos bens que recebeu

Não dividindo com o irmão seu.


“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.



William Blake (1757 – 1827).

Poeta e pintor britânico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário